Me perguntaram outro dia de onde tirava inspiração pras minhas poesias
Não posso dizer que todas elas vêm de algo que sinto/senti no momento,porque estaria mentindo,mas também não possso negar que o que sinto influênci,e bem,as poesias
Normalmente a idéia surge de algo momentâneo,algo que ouvi ou vi,muitas vezes sai de algo que ouvi na aula ou que li,dai que entra a parte do sentir.
Muitos me acham dramático pelas poesias que escrevo,emotivo.Não nego que escrevo as coisas que sinto no papel,mas também não podem ser levadas ao pé da letra,vide F.P :)
uma outra poesia minha
O homem construiu seu túmulo
O fez com a mais bela madeira
Da árvore já quase extinta
O adornou com metal roubado
E o pintou usando sangue como tinta,
Conseguido através de um ser assassinado
Depois o assinou com mais sangue
Sangue de índios, sangue de negros
Sangue tirado à força pela igreja
Sangue puro infectado pelos recém-chegados
Sangue açoitado nos engenhos
Povo largado e sem destinos honrados
O corpo lá dentro é de um nobre
Que não ligava para o que acontecia
Bastava o café vender
Bastava o diferente não ser tratado como gente
Bastava o povo não parar de sofrer
E hoje percebo as heranças conseguidas
O povo ainda sofre, os nobres enriquecem
O túmulo dos nobres
Agora é forrado de dinheiro,
Enquanto os pobres só têm um quadrado de cimento,
Preconceito é algo rotineiro,
O mundo evoluiu, mas continua do mesmo jeito.
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domingo, abril 04, 2010
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